2 de abril de 2013

A palavra limite, de origem latina limis (fronteira, limite, margem), relacionado com limen, (limiar) foi criada para designar o fim daquilo que mantém coesa uma unidade político-territorial. Em outras palavras, essa palavra veio para definir que apesar de ela existir estamos certos de que não sabemos seu significado. Marcar o fim de uma extensão emocional não é fim da linha após 60 km. Quando o prolongamento da coisa se dá por vencer, a repetição caminha consequente. O limite se arrasta e cada vez fica mais longe. "Amanhã termina". Não é assim e você sabe. O trajeto ainda é longo. Assoprar, empurrar, levar. Se a palavra de origem latina fosse tão fácil como no dicionário eu estaria muito próxima do meu... limite.

18 de fevereiro de 2013

Batem na porta. Você deixa entrar. Primeiro quer dar uma desculpa de que no momento não pode receber visitas ou não está no melhor momento por que o arroz está queimando. Mas, daí, você acaba cedendo. Você olha nos olhos e sente algo verdadeiro, acaba achando que realmente pode deixar algo para trás se desse vez não acolher, não abrir ou ouvir. Enfim. Depois que você permite esta entrada a bagunça está feita. É como um terremoto premeditado que simplesmente você acabou dando "boas vindas". E claro, o seu consciente quer acreditar de que não. Dessa vez será melhor, será o tão esperado... Diferente. Porém o óbvio vem a calhar quando a visita começa ao tom de despedida formular as palavras e também diferir os gestos. E então, você deixou entrar e você não quer uma saída tão prévia. "Quero mais". Infelizmente a visita não sou eu, portanto ao mesmo tempo que abri a porta tenho que deixá-la a disposição de quem não se sentir mais em casa.

22 de janeiro de 2013

O quanto é fácil acreditar que algum dia vai ser diferente. Que vai cuidar da gente, que vai tirar o mal da frente. Imaginar o poder da mente sem tentar suicidar o medo ou perder por qualquer preço...

12 de dezembro de 2012


Hoje eu quero uma dose de algo a mais. Uma pílula de viver tranquila. Só hoje gostaria de me embebedar de palavras amigas, num mundo de paz. Talvez nesse momento o que eu precise seja só um pingo de sossego. As vozes precisam se calar nesse momento. Hoje apreciaria a monótona tarde de quarta-feira - sem esperar por nada. Nesse dia aceitaria "o de sempre" com serenidade. Desejo de deitar nas nuvens e acordar dentro daquilo que simplesmente relaxa. Libertar meus pensamentos. Hoje eu quero passar um tempo bom, porém embaixo da chuva. Quieta e muda.

1 de dezembro de 2012

Pra quem está habituado, é normal. Pra quem estava esperando, é banal. Pra quem queria surpreender, por enquanto não aconteceu... É isso mesmo. Faz tempo que o acaso não me atinge, que a surpresa me emociona. Faz muito tempo que os desejos mudaram e que a boca continua calada. Faz tanto tempo que deixei de querer a mim mesmo para querer o outro que por fim dei a cara na porta. Senti um clarão nos olhos e um suspiro intenso. Olhei envolta e continuei a andar... Mas, será mesmo que sei pra onde vou? Não é possível continuar assim, sem alma, sem espírito, sem eu mesma. Preciso seguir de algum modo. Ou quem sabe acordar-me desse sonho profundo. De alguma forma o conforto me atrai. E cá, continuo assim.

13 de outubro de 2012

Eu gosto do intenso. Do verdadeiro. Do intenso e verdadeiro. Gosto daquilo que surpreende. Aquilo que motiva. Não procuro gostar só daquilo que é bom. Gosto de tudo que nos compõe. Gosto de detalhes. Procuro gostar de tudo imperfeito. Com graça. Gosto de momentos, aqueles regados por amor e diversão. Gosto de cultivar. De preservar. Entendo o gostar de muitos. Porém, cada um tem o seu. Gostando ou não. Gosto é gosto.

10 de outubro de 2012

Chuva fina, sem temores. Por que temos tanto medo do intenso, do forte? E ainda, sim, sabemos que podemos nos reinventar a cada segundo, sendo necessário ou não. A mente humana mostra não medir esforços para criar medos. E quando seremos bons em criar coragem?