24 de março de 2012
Ás vezes a vontade é de fugir. Uma vontade forte de não pertencer as próprias vontades e aos próprios sentimentos. Sair deste meu corpo para pertencer a outra dimensão em alguma alma flutuante... Ás vezes a vontade é tão grande, que meu corpo esmaece pedindo que faça alguma coisa a respeito. Um refúgio talvez. Um dia em que não precisasse de nada, que não fosse viver o que tenho sobre mim e o que obtive durante esses anos... Pode ser também, uma vontade de viver o zero. Talvez um dia poder ser zero e apenas somar durante o decorrer do tempo. Deixar para trás a Laura que sou e passar a ser alguém que nunca fui. Vontade estranha que me submete a esse desabafo. Desejo que me toma várias vezes durante uma semana. Como seria se pudesse fugir de mim e ancorar em outro mar? Perto do maior porto que fosse? Como seria se tivesse esta opção magnífica de viver alguém que depois apenas fosse embora... E nunca mais tivesse a chance de voltar.
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