A palavra limite, de origem latina limis (fronteira, limite, margem), relacionado com limen, (limiar) foi criada para designar o fim daquilo que mantém coesa uma unidade político-territorial. Em outras palavras, essa palavra veio para definir que apesar de ela existir estamos certos de que não sabemos seu significado. Marcar o fim de uma extensão emocional não é fim da linha após 60 km. Quando o prolongamento da coisa se dá por vencer, a repetição caminha consequente. O limite se arrasta e cada vez fica mais longe. "Amanhã termina". Não é assim e você sabe. O trajeto ainda é longo. Assoprar, empurrar, levar. Se a palavra de origem latina fosse tão fácil como no dicionário eu estaria muito próxima do meu... limite.
2 de abril de 2013
18 de fevereiro de 2013
Batem na porta. Você deixa entrar. Primeiro quer dar uma desculpa de que no momento não pode receber visitas ou não está no melhor momento por que o arroz está queimando. Mas, daí, você acaba cedendo. Você olha nos olhos e sente algo verdadeiro, acaba achando que realmente pode deixar algo para trás se desse vez não acolher, não abrir ou ouvir. Enfim. Depois que você permite esta entrada a bagunça está feita. É como um terremoto premeditado que simplesmente você acabou dando "boas vindas". E claro, o seu consciente quer acreditar de que não. Dessa vez será melhor, será o tão esperado... Diferente. Porém o óbvio vem a calhar quando a visita começa ao tom de despedida formular as palavras e também diferir os gestos. E então, você deixou entrar e você não quer uma saída tão prévia. "Quero mais". Infelizmente a visita não sou eu, portanto ao mesmo tempo que abri a porta tenho que deixá-la a disposição de quem não se sentir mais em casa.
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