18 de fevereiro de 2013

Batem na porta. Você deixa entrar. Primeiro quer dar uma desculpa de que no momento não pode receber visitas ou não está no melhor momento por que o arroz está queimando. Mas, daí, você acaba cedendo. Você olha nos olhos e sente algo verdadeiro, acaba achando que realmente pode deixar algo para trás se desse vez não acolher, não abrir ou ouvir. Enfim. Depois que você permite esta entrada a bagunça está feita. É como um terremoto premeditado que simplesmente você acabou dando "boas vindas". E claro, o seu consciente quer acreditar de que não. Dessa vez será melhor, será o tão esperado... Diferente. Porém o óbvio vem a calhar quando a visita começa ao tom de despedida formular as palavras e também diferir os gestos. E então, você deixou entrar e você não quer uma saída tão prévia. "Quero mais". Infelizmente a visita não sou eu, portanto ao mesmo tempo que abri a porta tenho que deixá-la a disposição de quem não se sentir mais em casa.