12 de dezembro de 2012


Hoje eu quero uma dose de algo a mais. Uma pílula de viver tranquila. Só hoje gostaria de me embebedar de palavras amigas, num mundo de paz. Talvez nesse momento o que eu precise seja só um pingo de sossego. As vozes precisam se calar nesse momento. Hoje apreciaria a monótona tarde de quarta-feira - sem esperar por nada. Nesse dia aceitaria "o de sempre" com serenidade. Desejo de deitar nas nuvens e acordar dentro daquilo que simplesmente relaxa. Libertar meus pensamentos. Hoje eu quero passar um tempo bom, porém embaixo da chuva. Quieta e muda.

1 de dezembro de 2012

Pra quem está habituado, é normal. Pra quem estava esperando, é banal. Pra quem queria surpreender, por enquanto não aconteceu... É isso mesmo. Faz tempo que o acaso não me atinge, que a surpresa me emociona. Faz muito tempo que os desejos mudaram e que a boca continua calada. Faz tanto tempo que deixei de querer a mim mesmo para querer o outro que por fim dei a cara na porta. Senti um clarão nos olhos e um suspiro intenso. Olhei envolta e continuei a andar... Mas, será mesmo que sei pra onde vou? Não é possível continuar assim, sem alma, sem espírito, sem eu mesma. Preciso seguir de algum modo. Ou quem sabe acordar-me desse sonho profundo. De alguma forma o conforto me atrai. E cá, continuo assim.

13 de outubro de 2012

Eu gosto do intenso. Do verdadeiro. Do intenso e verdadeiro. Gosto daquilo que surpreende. Aquilo que motiva. Não procuro gostar só daquilo que é bom. Gosto de tudo que nos compõe. Gosto de detalhes. Procuro gostar de tudo imperfeito. Com graça. Gosto de momentos, aqueles regados por amor e diversão. Gosto de cultivar. De preservar. Entendo o gostar de muitos. Porém, cada um tem o seu. Gostando ou não. Gosto é gosto.

10 de outubro de 2012

Chuva fina, sem temores. Por que temos tanto medo do intenso, do forte? E ainda, sim, sabemos que podemos nos reinventar a cada segundo, sendo necessário ou não. A mente humana mostra não medir esforços para criar medos. E quando seremos bons em criar coragem?

13 de setembro de 2012

Até aonde a paciência levou
O sol acordou
Quando o vento soprar
Para então gritar
Renovada estou!

Por que correm as manhãs
O tempo leva tempo
Passam os dias
E coloco-me ao relento

Poderei julgar-me?
Sei apenas de uma coisa
Antes o que era
Jamais serei denovo

9 de setembro de 2012

Gostaria que a simplicidade dos fatos sempre me dominasse. Apreciaria se me exigisse menos de forma natural. Levaria a vida nem tão a sério. Colocaria mais sorrisos no meu rosto. Trataria meus sonhos como prioridade de vida e faria com que eles me movessem ao sucesso. Teria mais tempo. Deixaria que qualquer me julgasse, afinal, não me importaria com nada além da autossatisfação perante quem decidisse merecer quaisquer feito meu. Ligaria mais as 3 da manhã por conta de uma insônia e não pediria desculpas. Limparia a minha memória ram sem selecionar programas em que gostaria de continuar frequentando, por mais lento que ele fosse. Usaria mais a sabedoria das palavras para me expressar além de, também, usufruir dos artfícios visuais, físicos... Atrairia, com muita frequência, energias positivas. Dominaria por completo minha mente. Ia... Tantas coisas. Mal posso esperar.

8 de setembro de 2012

É... Eu realmente prefiro a noite. Simplesmente por ela ser escura e mesmo assim tão importante. Por ter seu brilho apesar de as nuvens densas estarem presentes. Por que dentro dela há um brilho maior, o brilho dela mesma, que muda de forma ao passar de cada dia. A noite antes de cair foi clareza, digamos que ela passa por uma transe em que assume sua solidão e invade a negritude da alma. Sendo que antes poderia ter sido a alegria. Também é de noite em que os melhores ou piores pensamentos vão e vem. As decisões enquanto deitamos a cabeça no travesseiro e as horas mal dormidas. A escuridão, que então, traz o aconchego do descanso. Que finaliza um ciclo. O azul escuro que proporciona o recomeço da manhã seguinte. Aquele em que olhamos para cima e tudo parece fazer sentido pela primeira vez... Ou, outra vez. É durante a noite em que soltamos os nossos pensamentos do dia e que damos uma pitada de loucura para tornar tais memórias em sonhos, talvez pesadelos. Como conseguir não admirar a grande e obscura façanha da natureza se não olharmos para o nosso interior e nos sentirmos... A noite em si.

13 de abril de 2012

Mesmo que o tempo parece não ser ideal e que o sol não brilhe tanto assim... Mesmo que os dias pareçam curtos para horas tão longas... Mesmo que não tenha dado certo e desse modo tenha sido dolorido... Mesmo que tenha medo daquilo que não estás afim de enfrentar... Tenha a si mesmo. Tenha a coragem de saber que estás abraçado a sua essência de modo que seja possível desde a aceitação até a motivação. Prometa-se que gosta de si mesmo, por mais que não faça sempre a coisa certa. Mentalize que enquanto tropeça, aprende. Se não estiver conectado com sigo mesmo, o poder do aprendizado está... vazio.

24 de março de 2012


Ás vezes a vontade é de fugir. Uma vontade forte de não pertencer as próprias vontades e aos próprios sentimentos. Sair deste meu corpo para pertencer a outra dimensão em alguma alma flutuante... Ás vezes a vontade é tão grande, que meu corpo esmaece pedindo que faça alguma coisa a respeito. Um refúgio talvez. Um dia em que não precisasse de nada, que não fosse viver o que tenho sobre mim e o que obtive durante esses anos... Pode ser também, uma vontade de viver o zero. Talvez um dia poder ser zero e apenas somar durante o decorrer do tempo. Deixar para trás a Laura que sou e passar a ser alguém que nunca fui. Vontade estranha que me submete a esse desabafo. Desejo que me toma várias vezes durante uma semana. Como seria se pudesse fugir de mim e ancorar em outro mar? Perto do maior porto que fosse? Como seria se tivesse esta opção magnífica de viver alguém que depois apenas fosse embora... E nunca mais tivesse a chance de voltar.

2 de fevereiro de 2012

Tantos achados. Será que realmente estaria enganada? Achei tanta coisa em meu passado que simplesmente não são mais verdades.. Será que o que acho agora também se tornará parte do que não se concretizou? Medo. Medo de estar vivendo algo finito. Que não dure para sempre. Que os planos não se tornem realidade. O medo de estar errada e desgovernada apesar de tudo. Será que vou acordar desse sonho? Realmente espero que não. E se for acordar, espero que seja para torná-lo realidade. Tão perto e tão longe. Tão hoje e tão ontem. Tão certo e tão incerto.

14 de janeiro de 2012


Seja o que for, tente. Por mais que o tempo não colabore, que o futuro esteja certo e que a sorte aparentemente não esteja ao seu favor. O ato de tentar significa muito. Quando o planejamento deixa de ser apenas plano e se torna ação, você só confirma sua capacidade. Amplia seus conceitos sobre si próprio e vê que aquilo que antes parecia tão distante tornou-se realidade. Independente do medo, não custa tentar. As recompensas compõem o seu aprendizado, sejam elas positivas ou negativas. Deposite todas as suas energias se for preciso. Portanto, nunca se esqueça... Vai valer a pena.

13 de janeiro de 2012

Em algum tempo da minha vida, acreditava que certas coisas apenas aconteciam. De modo com que as circunstâncias fossem apenas atitudes do destino. Junto com o amadurecimento, veio a certeza de que essa crença estava completamente errada. Errada pois, nada é por acaso. Tudo tem um significado, seja ele qual for. Se estamos em certa direção, é por que a escolhemos e ela também faz parte da nossa história, e carrega com ela, um pedaço de nosso ser. Por que tratar por destino os feitos proporcionados por nossa essência? O crescer, chorar e amar não são apenas consequências do tempo, e sim, de nossas atitudes. O que acontece agora vem de uma sucessão de outros quaisquer acontecimentos. A vida jamais tratou-se decorrer por simples destino. Ela sempre significou escolhas.