8 de setembro de 2012

É... Eu realmente prefiro a noite. Simplesmente por ela ser escura e mesmo assim tão importante. Por ter seu brilho apesar de as nuvens densas estarem presentes. Por que dentro dela há um brilho maior, o brilho dela mesma, que muda de forma ao passar de cada dia. A noite antes de cair foi clareza, digamos que ela passa por uma transe em que assume sua solidão e invade a negritude da alma. Sendo que antes poderia ter sido a alegria. Também é de noite em que os melhores ou piores pensamentos vão e vem. As decisões enquanto deitamos a cabeça no travesseiro e as horas mal dormidas. A escuridão, que então, traz o aconchego do descanso. Que finaliza um ciclo. O azul escuro que proporciona o recomeço da manhã seguinte. Aquele em que olhamos para cima e tudo parece fazer sentido pela primeira vez... Ou, outra vez. É durante a noite em que soltamos os nossos pensamentos do dia e que damos uma pitada de loucura para tornar tais memórias em sonhos, talvez pesadelos. Como conseguir não admirar a grande e obscura façanha da natureza se não olharmos para o nosso interior e nos sentirmos... A noite em si.

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